sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Árvore de Natal

Por ser judia, na minha casa nunca houve árvore de natal, mas também nunca houve Hanukia. O que fazia eu ficar com bastante inveja dos vizinhos com suas árvores e ceias natalinas. Quando fui morar sozinha resolvi colocar aquelas luzinhas na varanda, é legal mas enjoa rápido... Depois as luzinhas estragaram e eu nunca mais as usei, acabei jogando fora mesmo.
Ano passado meu filho era muito pequeno até mesmo para reparar em decoração de natal, e a do prédio já era o suficiente para ele, com suas luzes piscantes. Esse ano eu nem estava pensando em decoração de natal, mas estava empolgada em acender as velas de Hanuka. Então uma colega que tem um filho de 4 anos me falou que eu devia comprar uma árvore para o Thales, que ele ia adorar. Fiquei pensando nisso, e acabei topando com uma por R$ 15,00, de 1,20m. Bem bonitinha. Eu não queria bolas de vidro nem luzinhas, e estava ainda pensando como eu ia decorá-la.
Acabei chegando com ela na caixa e ele quis abrir o "presente", abrimos, a montamos e eu falei: falta enfeitar a árvore... Ele então me deu uns brinquedinhos dele falando: "coloca isso." boa idéia! Peguei umas estrelinhas coloridas de encaixar amarrei um barbante verde e ele foi colocando na árvore, fiz tiras de papel crepon e ele fez bolas que amarrei na árvore e ela ficou linda!! Ele ficou tão feliz e eu também!!
Foi realmente especial.
E, claro, acendemos as velas de Hanuka na varanda, com direito a reza e tudo mais.
Feliz Hanukristmas para todos!!!!

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

04/11/13

Mais um final de semana fun fun fun se passou. Foi ótimo, o Thales foi uma companhia agradável, não fez xixi nas calças, se comportou como um gentleman. Fomos numa exposição no CCBB chamada obsessão infinita de uma japonesa que é meio obcecada por bolinhas e bolonas e pelo forma fálica, tendo mesmo uma obra com espelhos que havia ambas as formas. Foi legal, o Thales gostou, ficou meio que esperando algo começar o tempo todo (tenho que levá-lo mais ao museu). A tarde fomos no teatro ver chapeuzinho, foi legal, bem simples, mas divertido. Encontramos no CCBB o Francisco, da escola dele, e foi um encontro o mais fofo, porque eles passaram um pelo outro, se olharam com uma cara de: conheço ele de algum lugar, e depois: ohhhhh é O Thales, ohhh é o Francisco, e ficaram brincando com uns adesivinhos da exposição. Sabado a noite eu saí sozinha e ele ficou com o pai dormindo em casa. Foi ótimo sair e pude fazer algo que não fazia a muuuiiito tempo. :-).
Bem, voltando ao assunto, no dia seguinte tinha uma festinha de aniversário e eu estava meeegaaa cansada, e como o Thales estava com o pai e brincando de comidinha ele não quis interromper a brincadeira e não quis sair para a festa, então eu não insisti e ficamos em casa. O pai dele depois foi embora e meu pai chegou e eles ficaram vendo desenhos na TV felizes da vida. Depois fomos todos passear na orla com o Aton e foi legal. Para compensar não termos ido na festinha eu comprei tudo que ele pediu: pipoca, tapioca e picolé. Ele adorou. :-) Assim fiquei com a consciência mais leve.
A noite estávamos ambos cansados e agitamos e a hora de dormir teve um pouco de lágrimas. Ahh esqueci de falar que no sábado o Bê chegou junto com Marcelo para entregar o quadro que o Thales ganhou, coloquei na sala e ficou bem legal.
Ahh mas vamos para o título de hoje, porque medo??
É o seguinte:
Hoje de manhã, eu estava apressando o Thales para comer e beber porque tínhamos que sair para a escola. Eu havia ligado o rádio e teve uma hora que eu estava ouvindo o "momento empresarial"que eu gosto. Nessa hora ele começou a falar não sei o que comigo e eu falei para ele esperar que eu estava ouvindo o moço do rádio. Deu um minuto e ele desligou o rádio (sorte que é curtinho o programa e já tinha quase acabado) e eu falei bem grosso para ele que não era para ter feito aquilo. Ele olhou bem nos meus olhos e falou:" Está na hora de ir para a escola!" no mesmo tom que eu estava falando com ele...
Eu não tive resposta - medo - desse rapazinho de dois anos e meio muito espertinho.

8 novembro 2013

A maior surpresa dessa semana, foi um dia desses, quando estávamos passando pela porta do metrô, que é giratória e gradeada. Sempre brincamos que eu não consigo girá-la e ele me ajuda. Eu eu sempre falo: "meu herói". Dessa vez fizemos o mesmo ritual, mas não falei nada. Ele falou: me chama de príncipe! E eu falei você me libertou, você é o meu príncipe. E ele: E vc é a princesa. Quer casa comigo princesa?
Eu fiquei surpresa porque não sabia que ele tinha o conhecimento da palavra casar.
Respondi: Sim, quero casar com você. E ele: onde vc trabalha? Eu: naquele prédio. (apontei um ao longe na direção da praia) e você? Ele: Eu trabalho em casa.
Bem, eu fiquei beeeem surpresa com esse nosso papo super cabeça.
Por hoje vai ser só isso, porque tenho que trabalhar.
P.S. O desfralde está andando, já não fez mais xixi na calça e, nessa semana, fez somente um coco na escola, na privada, mas em casa só na calça.
Hj briguei com ele porque derramou um copo com suco no chão, deve ter sido sem querer, não vi, mas fiquei braba do mesmo jeito. Ele fez o beicinho mais fofo do mundo. Tadinho. :( Detesto brigar com ele). Mas meu humor antes do café não é dos melhores e ele estava testando minha paciência.

27/11/2013

Nossa, já faz quase um mês desde a última vez que eu escrevi. Espero que eu consiga mesmo fazer uma rotina de escrever essas cartinhas para eu poder lê-las no futuro para o Thales. Tudo que eu começo e que depende só de mim eu acabo desistindo mais cedo ou mais tarde, uma pena mesmo. Mas tem certas coisas que a gente tem que aceitar e aprender a conviver, mas tem outras que temos que superar para nos fazer sentir melhor em relação a nós mesmos, e isso é algo que eu quero melhorar e ter mais determinação.
Com certeza nesses quase 20 dias muitas coisas aconteceram, o Thales me surpreendeu com suas colocações e espertezas.
O natal já está chegando e eu estou me lembrando que eu nunca tive uma árvore de natal e que essa era uma das minhas chateações na infância. Como eu já tenho, de habito, nunca fazer árvore de natal eu nem tinha pensado nisso nesse ano, até ir ontem nas americanas e ver as árvores.... Imaginei como o Thales vai gostar de ter uma árvore lá em casa e como nós não acendemos hanukia, não custa nada fazermos uma arvorezinha.
Voltando com as memórias: fui com o Thales assistir à bendita galinha pintadinha, ele amou, por ele podíamos voltar lá todos os fins de semana, por mim não. Aqueles personagens dançando no palco me deixaram bem nervosa e eu não tenho vontade de voltar. Mas valeu a pena ver como ele gostou e ficou falando disso até hoje.
Ele, é claro, tirou uma com a minha cara: ele estava falando e falando e eu mudei de assunto falando da escola. Era de manhã e eu falei para ele que quem ia buscá-lo aquele dia era a Luana, ele me perguntou: a mamãe vai trabalhar? Eu falei: sim. A mamãe vai em buscar na escola? E eu, já distraída com outros pensamentos: Sim. E ele: Eu tenho duas mamães? A Luana é mamãe? (tóinnnn para mim!) rsrsrs
Finalmente o desfralde está completo!! Ele já pede para número 1 e 2!!! Viva!!!! Estou muito feliz!! Fralda agora só para dormir. Mas acho que com 3 anos essa etapa vai ser superada tbm!!
Agora a nossa ida para a escola dele está bem mais legal!! Sempre vamos imaginando uma história e agora eu estou pegando outra rua mais tranquila para chegar perto da escola. Nessa rua dá para a gente correr, voar num dragão, virarmos águias e sermos lobo atras de porquinhos. Corremos de cobras e onças também. Até já nadamos igual peixes. bem divertido e rápido!!
Mensagem para o Thales: Filho, te amo muito, te olho e não acredito na sorte que tenho de te ter. Você é lindo e perfeito! Minha criança "dente de leão", vou cuidar muito bem de você, sempre!!

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Rotina matinal

É claro que escreverei outros dias sobre essa mesma rotina, principalmente quando aparecer algo de novo.
Ontem transplantamos nosso pé de feijão que ficou enorme do mini-vazinho dele e colocamos numa floreira que era para servir de mini horta, mas não deu certo pq ou a gata come tudo ou caga e mija em tudo, então gatos+mini horta não dá certo.... Ela está comendo as folhas do feijão, eu até comprei para ela uma grama para gatos, vamos ver se ela se empolga com isso e larga as plantas.
Voltando à rotina. A manhã todos os dias são um pouco atribuladas, pois raramente eu saio na hora e estou com pressa e não posso ficar brigando com a criança para andar mais rápido e tenho que ter paciência e fazer brincadeiras que estimulem o andar/correr e, em último caso, carregar no colo. Mas quando saio na hora é uma delícia, fazemos todos os dias o mesmo caminho para a escola e ele adora ver as mesmas coisas e fazer as mesmas coisas.
Então vou descrever a rotina matinal perfeita, como ela é de vez em quando e deveria ser todos os dias:
Eu acordo linda e bela às 6:40, tomo meu café e preparo a vitamina do meu rebento. Se ele não se acordar sozinho, as 7:30 eu o acordo com vários beijos (quase nunca tenho coragem e é aí que a coisa se enrola) e ele, com dificuldade acorda, mas logo fica desperto e bem humorado. Ele toma a vitamina dele enquanto eu o troco de roupa e coloco para fazer xixi. Então nós saímos e andamos até o metrô, onde no caminho ele anda no murinho e fala das grafitagens (lobo, caracol, cobra, soldado, bruxa feia, olho) é quase um museu o caminho do metrô. Quando passa a roleta ele sempre quer que eu o pegue no colo para ele ver os trems de cima e poder dar tchau para eles.
Descemos a escada e esperamos o metrô, muitas vezes encontramos alguém conhecido.
Chegamos na estação e, para sair, tem que passar por uma porta giratória feita de bassas de ferro horizontais paralelas, eu sempre faço de conta que fiquei presa e ele sempre me ajuda a sair se tornando meu herói e principe.
Subindo a escada ele sempre comenta sobre as sugeiras: chiclete grudado no chão, besouro morto, sujeiras não identificadas etc.
Sempre que andamos para a escola, passamos por dois cachorrinhos brancos que latem para ele e nós rimos e damos bom dia para eles, depois passamos por duas árvores que eu falo que é a floresta e procuramos girafas e elefantes atras delas, depois entramos numa rua muito suja, onde ele comenta sobre os eternos riozinhos pretos e sujos que tem no meio fio e são os rios de baratas e bactérias poluídos. Ele procura no chão por coco de cachorro e baratas esmagadas (que sempre fazem eu ter uma reação de puro nojo) e passamos por um poodle com cara de porco que damos bom dia para ele e pela gatinha Miloca que mora numa marcenaria (madeira), ela sempre ganha afagos.
Finalmente chegamos no portão da escola que, se estiver fechado, ele toca a campaínha. A tia vem abrir e ele entra em mandando beijos com a mão.
Depois venho para o trabalho. E agora eu vou parar por aqui e amanhã conto como é depois que chego do trabalho.

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Risos muitos risos

Aprendemos muito com as crianças, principalmente com a forma leve delas de ver a vida. De dar uma importância enorme para algo que achamos insignificante e logo esquecer coisas que achamos que nós, por outro lado, demoramos mais para esquecer. Por exemplo. Eu raramente dou doces para meu filho, eu acho que não tem necessidade o açucar fazer parte do nosso dia a dia, é algo que faz mal em todos os aspectos, mas como é muito bom, pode ser guardado para ocasiões especiais. Ele ama picolé e, quando eu resolvo espontaneamente, sem ele me pedir, comprar um picolé na rua para ele, ele age como se tivesse ganhado na loteria, é muito engraçado e fofo. Agora tem vezes que ele cai e rala o joelho e nem chora.
Nós, adultos, temos que sempre nos lembrar desses ensinamentos e dar mais importância e relevância para as coisas mais em detrimento das ruins, não vale a pena.
Ontem foi muito engraçado, na hora de escovar os dentes, o pode de pasta de dente caiu no meu pé e lá ficou, eu tentei recuperá-lo levantando meu pé bem devagar e pegar com a mão, mas não deu certo e ele caiu no chão provocando um "opa!" em mim. Meu filho que estava vendo isso achou a cena a coisa mais engraçada da face da Terra e teve um ataque de riso, rsrsrsrs.
Hoje de manhã tivemos um momento solene. Acordei e a minha gata estava brincando com uma libélula morta, não sei como ela veio parar no meu apartamento no oitavo andar e se foi a gata que matou. Quando meu menino acordou eu avisei a ele do que eu tinha vista, para ele tomar cuidado e não pisar nela sem querer. Ele me falou: vou procurar a libélula. E voltou falando: mãe, ela não está morta, ela é de brinquedo. E na mão dele tinha uma libélula de borracha de brinquedo. Rsrsrsr Eu devo ter rido. Ele perguntou: a gata estava brincando com essa libélula? Eu falei: "não, é outra, vou procurar com você." Achamos a dita cuja no chão da sala, e a examinamos atentamente, eu chamei atenção para as asas e patas. Deixei na mesinha dele para ele ficar olhando e fiquei ouvindo ele falar: "toquei nela!"
Depois nós a enterramos (falei que era isso que se fazia quando algo morre) e eu falei: "que a libélula descanse em paz" e ele: ela está bocejando? (imagino que a palavra descanse deve ter levado ele para a palavra cansado).

terça-feira, 22 de outubro de 2013

Tipos de educação

Eu sempre gostei muito de ler sobre psicologia infantil e de ver programas relacionados, muito antes de ser mãe já me interessava pelo tema maternidade.
Eu adoro assistir supper nany (inglesa) eu acho ela fantástica e muito inteligente. E sempre mostra que o problema está nos pais e não nos filhos, por diversos motivos.
Tenho lido muito ultimamente sobre educação positiva e também pedagogia montessoriana e waldorf. As três tem suas semelhanças e diferenças, mas eu sei que a maioria das mães que tentam seguir essa pedagogia ficam horrorizadas com o "cantinho do castigo" tão utilizado pela supernanny.
Eu também sou adepta a essas pedagogias que respeitam a criança e priorizam a conversa em detrimento do castigo ou punição física.
Porém, o que nenhuma mãe posta nessas páginas pedagógicas é que tem dias que você está cansada, com TPM, mal humorada e sem paciência. O seu filho provavelmente estará num humor um pouco parecido com o seu, pois eles refletem muito a gente. E é aí que acontecem as brigas. Uma birra, um tapa, vai tirar a mãe do sério e é aí que o tal "cantinho" é tão importante para que ambos se acalmem e possam conversar, senão gritos e tapas virão inevitavelmente. E quem falar que nunca aconteceu isso, sinto muito, mas eu não acredito, você que fala isso pode acreditar que é verdade, mas não porque isso nunca aconteceu, mas porque você esqueceu mesmo. É a natureza agindo...