terça-feira, 22 de outubro de 2013

Tipos de educação

Eu sempre gostei muito de ler sobre psicologia infantil e de ver programas relacionados, muito antes de ser mãe já me interessava pelo tema maternidade.
Eu adoro assistir supper nany (inglesa) eu acho ela fantástica e muito inteligente. E sempre mostra que o problema está nos pais e não nos filhos, por diversos motivos.
Tenho lido muito ultimamente sobre educação positiva e também pedagogia montessoriana e waldorf. As três tem suas semelhanças e diferenças, mas eu sei que a maioria das mães que tentam seguir essa pedagogia ficam horrorizadas com o "cantinho do castigo" tão utilizado pela supernanny.
Eu também sou adepta a essas pedagogias que respeitam a criança e priorizam a conversa em detrimento do castigo ou punição física.
Porém, o que nenhuma mãe posta nessas páginas pedagógicas é que tem dias que você está cansada, com TPM, mal humorada e sem paciência. O seu filho provavelmente estará num humor um pouco parecido com o seu, pois eles refletem muito a gente. E é aí que acontecem as brigas. Uma birra, um tapa, vai tirar a mãe do sério e é aí que o tal "cantinho" é tão importante para que ambos se acalmem e possam conversar, senão gritos e tapas virão inevitavelmente. E quem falar que nunca aconteceu isso, sinto muito, mas eu não acredito, você que fala isso pode acreditar que é verdade, mas não porque isso nunca aconteceu, mas porque você esqueceu mesmo. É a natureza agindo...

Emoções de mãe

São muitos os momentos que sentimos emoção e orgulho do nosso filho, momentos que vemos que aquela pessoinha está crescendo. Quando falam mamãe, mamãezinha, mamãe eu te amo, mamãe eu te amo de mais, mamãe eu te amo de verdade, mamãe dorme aqui no meu ombrinho, etc São momentos lindos e que te pegam de surpresa.
Mas ontem eu me emocionei com algo que eu não esperava: o primeiro cocô na privada! Foi na casa de uma amigo, ele pediu para fazer cocô e fez! Eu fiquei tão feliz que queria chorar, pode isso?
Depois de beijos e abraços de parabéns eu perguntei para ele: o que a mamãe falou que ia te dar se vc fizesse cocô na patente? E ele: chocolate! me dá o chocolate! (eu tinha um na mochila esperando por esse momento).
Esses dias eu contei algo para alguém que achou tão engraçado e falou para eu anotar, o que era... eu me lembrei desse blog... Era algo que eu não achei tão incrível mas a pessoa achou...
Poxa, não me lembro... Bem, se eu me lembrar escrevo na próxima cartinha.
Vou falar outra coisa: Esse final de semana ele dormiu na casa do pai de sabado para domingo, totalizando exatas 24 horas que ficou lá. Ele se divertiu e dormiu a noite toda. Voltou bem, mas cansado, elétrico e um pouco rebelde. Teve ataque de choro a noite, me bateu (coisa que ele nunca faz) e ficou te castigo. De noite me acordou milhares de vezes (4) e acordou de manhã chorando sem parar e tive que faltar a manhã o trabalho para ficar com ele, que dormiu um pouco. Agora a babá me falou que ele está com um pouco de febre, vou para casa ficar com meu bebê! Pelo jeito não é fácil para ele ficar lá, vamos ter que conversar para descobrir o que fazer, acho que se ele comprar coisinhas para ficar lá que vão ser coisas dele vai ajudar ele a se sentir mais segura lá.
Vamos pensando...

Diariamente...

No momento estou trabalhando, mas por escolha própria, eu decidi sair do meu antigo emprego (onde a minha maior motivação era salário e colegas) e cair de cabeça na profissão mãe. Muito mais trabalhosa que o meu antigo emprego e, infelizmente, não remunerado, a não ser que contemos sorrisos, beijos, primeiros passos, primeiras palavras, primeira vez que sentou, que rolou, que engatinhou como remuneração, o que é incontestável. Apertamos o cinto em casa, mas encarei que o que eu não estava gastando com creche servia como consolo monetário, ataquei minhas magras economias e cai de cabeça. Foi ótimo, nunca senti um pingo de arrependimento e, é claro que voltar para o mercado de trabalho não está sendo fácil em todos os aspectos. Não ver mais meu filhote na maior parte do dia, não saber o que ele está fazendo nesse momento, e também conseguir o emprego que mais me agrada e que eu agrade o emprego também não é tão fácil. :-)
Agora eu o vejo de manhã, quando eu o arrumo e levo para a escola, não é fácil, me demanda uma bela dose de paciência e eu estou querendo muito ver se consigo arrumar outra maneira de faze-lo, ir para o trabalho de bike e alternar com outra pessoa para levá-lo para a escola ia ser ótimo. Vou tentar...
Colocar roupa é sempre um pouco trabalhoso, porque ele quer ficar em casa comigo e não quer ir para a escola, conversando e distraindo venço essa etapa, depois fazer xixi, depois tomar café que é sempre difícil também pois ele nunca quer nada de primeira (a não ser que eu fique doida e comece a dar chocolates e balas de café rsrsrs), mas no final ele bebe e come grande parte do que é oferecido. Depois descemos e andamos até o metrô, onde tem o ritual diário de andar em cima do murinho, e conversar com os grafites do muro, damos bom dia para o galo do metrô, vemos o trem partir do alto, damos tchau e entramos no próximo, depois de descermos as escadas. O caminho até a escola é mais complexo, pois envolve duas quadras e calçada estreita, movimentada e suja, falamos com os cachorros e gatos do caminho, cuidamos para não pisar em cocôs e baratas no chão, damos bom dia para os moto-taxis e finalmente chegamos no portão da escola onde nos despedimos calorosamente! UFA!
Agora vou embora para casa para encontrar meu príncipe!

Pérolas

Essa idade que ele está, 2 anos e 5 meses, é uma delícia, já domina a linga e fala as coisas mais fofas.
'Mamãe, eu te amo" já virou um clássico. :-)
Ele está a duas semanas sem usar fraldas, já não faz mais xixi nas calças, já pede para ir ao banheiro, mas nada ainda de cocô na privada ou penico. Só na fralda ou cueca.
Eu tenho conversado muito com ele sobre isso e recebo de feedback muito humor e observações espirituosas.
Quando eu falo que tem que fazer o cocô na privada e pergunto para ele: onde tem que fazer cocô? ele responde: na privada! - E aí continua: posso fazer na calça? Eu - Não! ele - posso fazer no teu cabelo? Eu: NÃO! Posso fazer no teu nariz? Eu: Não!! Ele (gargalhando) - posso fazer na tua boca? Eu (cara de nojo): Pelamordedeus não!!! rsrsrsrsr
Esses dias, depois de dois dias sem fazer o numero 2 eu estava falando que o cocô estava preso na barriga dele querendo sair, ir para a privada, ser feliz e livre.
Ele: O cocô esta na barriga? Quem é a mamãe do cocô? (Posso com isso?)
minha resposta: .... (silêncio absoluto).

Outra:
Sentado na privada, examinando suas partes íntimas e apontando para o saquinho:
Mamãe, isso é a cauda do meu peru.

Outra:
Relatando a guarda da bandeira pelos bombeiros:
A bandeira desceu pelo corrimão e foi dobrada pelos bombeiros.


Postando memórias

Na minha vida toda eu tinha uma certeza, ia ser mãe. o tempo foi passando e eu só fazia estágio de mãe com meu irmão, meus primos, filhos de amigas, mas nada de ser mãe por tempo integral. Somente com 35 anos que eu consegui realizar a minha realidade, fui mãe. E é a história desse meu menino lindo, inteligente sensível que quero relatar aqui, na esperança que eu ainda tenha acesso a essas informações depois de muitos anos, porque eu queria mesmo era escrever um diário em papel, muito mais seguro, mas como não tenho feito isso e ele já nasce a dois anos e meio (!), vou tentar via eletrônico mesmo, escrevendo meia horinha por dia.
Vou escrever um diário e, quando tiver inspiração escrevo coisinhas mais antigas, que eu ainda me lembre, porque a natura, na sua infinita sabedoria, faz as mães com memória muito curta, para esquecermos o cansaço, o sono, a irritação e assim, termos vontade de colocar mais um serzinho no mundo.
Ontem foi segunda feira e eu ainda estou me recuperando de um final de semana intenso, com aniversário do meu primo (14 anos), dia das crianças, aniversário da Nina pela manhã de domingo e aniversário do Francisco de tarde. E ontem depois do trabalho fui na minha vó, onde o Thales já se encontrava lá com meu pai e meu tio que havia recém chegado de Israel. Meu irmão chegou no sábado, mas não estava lá.
Hoje é dia dos professores, e por isso não teve aula nem hj nem ontem. Por isso ele está com meu pai e a babá, de tarde provavelmente vai ficar com a tia em copacabana, bastante agitação, vamos ver no que isso vai dar, provavelmente muito mal humor vai vir por ai proveniente do cansaço e falta da rotina.

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Filme: O Renascimento do Parto

Não posso deixar de escrever algo sobre esse impressionante documentário que eu vi ontem no cinema. Fazia séculos que eu não ia no cinema, mas, documentário sobre parto e brasileiro, eu quis prestigiar e também ver para poder recomendar.
Dura 1:30h e esse foi o tempo que fiquei chorando, saí de lá e não sabia o que fazer da minha vida, fiquei na livraria fazendo hora para me recompor, foi duro ver e ouvir os comentários dos profissionais sobre a dura realidade dos partos no Brasil. Dá muita pena dos bebezinhos, estavam felizes na barriga da mamãe deles e de repente, são tirados de lá, sem aviso prévio, de forma abrupta e violenta, se vêem na luz ofuscante e no frio, choram um choro e desespero. Muito triste essas cesárias programadas. E a mãe? É mera coadjuvante, não participa, não vê, não toca no seu bebê. Mal o vê. Ele é levado sozinho, pelado, com frio, para longe dela, sua primeira impressão da vida é tão terrificante, só em escrever isso já fico com vontade de chorar de novo. E a mãe fica lá, sendo costurada, confusa da anestesia, sozinha também...
E aqui no Brasil todos acham essa situação normal, (o que fazer?), que devemos ficar feliz porque o neném nasceu com saúde. Será? Milhares de bebês nascem desnecessariamente prematuros, antes de estarem prontos, enfrentam problemas respiratórios, encubadoras, mais solidão, mais carência, mais longe do amor....
E os partos naturais, que direfença... Que lindo... A participação ativa da mãe e do pai, as conversas entre as contrações, a dor (que faz parte da vida, não podemos fugir disso e a dor emocional é pior que a física), caminhadas, e finalmente o parto, ver seu filho saindo de você e vindo direto para teus braços, olhar no olho dele, sentí-lo pela primeira vez, pele com pele, ver a beleza da natureza quando ele tenta dar a primeira mamada. A 10 segundos atras ele estava se alimentando pelo cordão, e á sabe mamar. Acalmá-lo e assegurar a ele que a vida é linda, tem seus problemas, mas ele vai conseguir superá-los porque você mãe, está ali para ampará-lo e vocês ainda são um só, não precisa ter medo.
Recomendo para todas as grávidas assistirem, na verdade isso é um apelo que faço:
Grávidas!! Aproveitem essa oportunidade e vão ver esse lindo documentário sobre os diversos tipos de partos e soluções que podem ser dadas para o Brasil que beneficie os bebês e os médicos. Veja pelo seu filho!

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Dia a dia

Ele é tão lindo, parece um querubim. Tem tamanho e rosto de neném mas já fala. Olha para mim e fala com a vozinha mais doce "eu te amo". Ele adora a reação que isso dá em mim. Abraços, beijos e um "eu também te amo". Ontem ele me falou sua conclusão: "Eu te amo é legal". Muito inteligente esse meu menininho de 2 anos e 4 meses, sedento por conhecimento.
Ontem e anteontem foi Rosh a Shaná, o ano novo judeu e eu o levei os dois dias seguidos para a sinagoga, teve atividade para criança (música desafinada e doces), mas reza estava linda, o Hazan cantava muito bem e tinha até instrumentos clássicos, gostei mesmo. Eu falei para ele que quem estava cantando e falando era um rabino, ele primeiro achou que era "rabinho" e eu faleu: "nããão é ra-bi-no ele está ali rezando, ou sei falando com Deus, o papai do céu." Ele não falou nada. Horas depois, já em casa, ele me pergunta: "Cadê o papai Deus?"

Voltando ao que eu estava falando no início, ele é tão lindo e tão adorável que, quando eu dei por conta eu estava emaranhada na sua teia de fofura e fazendo quase todas as suas vontades e me deixando ser mandada por uma autoridade de general. Aquilo que vemos as crianças fazerem com as mães ele estava querendo e conseguindo fazer comigo! Percebeu que quando ultrapassava  limite que estava ficando cada vez mais largo, era só soltar um "eu te amo" que tudo ficava bem de novo.

Ontem, de repente, entre uma ordem e outra, percebi a cilada que aquele ser pequeno, angelical e lindo estava me fazendo cair. Primeiro perdi a paciência, gritei (ganhei um Eu te amo) depois consegui me segurar, mas ele percebeu.

Hoje de manhã tive uma conversa com ele, falei que quem manda é a mamãe, que não pode gritar comigo e tem  que me obedecer. Se eu falo uma vez, tem que respeitar sem brigar. Vai dar certo, depende de mim.

Como diz a frase:  Filhos, se está achando fácil é porque não está educando.