terça-feira, 22 de outubro de 2013

Pérolas

Essa idade que ele está, 2 anos e 5 meses, é uma delícia, já domina a linga e fala as coisas mais fofas.
'Mamãe, eu te amo" já virou um clássico. :-)
Ele está a duas semanas sem usar fraldas, já não faz mais xixi nas calças, já pede para ir ao banheiro, mas nada ainda de cocô na privada ou penico. Só na fralda ou cueca.
Eu tenho conversado muito com ele sobre isso e recebo de feedback muito humor e observações espirituosas.
Quando eu falo que tem que fazer o cocô na privada e pergunto para ele: onde tem que fazer cocô? ele responde: na privada! - E aí continua: posso fazer na calça? Eu - Não! ele - posso fazer no teu cabelo? Eu: NÃO! Posso fazer no teu nariz? Eu: Não!! Ele (gargalhando) - posso fazer na tua boca? Eu (cara de nojo): Pelamordedeus não!!! rsrsrsrsr
Esses dias, depois de dois dias sem fazer o numero 2 eu estava falando que o cocô estava preso na barriga dele querendo sair, ir para a privada, ser feliz e livre.
Ele: O cocô esta na barriga? Quem é a mamãe do cocô? (Posso com isso?)
minha resposta: .... (silêncio absoluto).

Outra:
Sentado na privada, examinando suas partes íntimas e apontando para o saquinho:
Mamãe, isso é a cauda do meu peru.

Outra:
Relatando a guarda da bandeira pelos bombeiros:
A bandeira desceu pelo corrimão e foi dobrada pelos bombeiros.


Postando memórias

Na minha vida toda eu tinha uma certeza, ia ser mãe. o tempo foi passando e eu só fazia estágio de mãe com meu irmão, meus primos, filhos de amigas, mas nada de ser mãe por tempo integral. Somente com 35 anos que eu consegui realizar a minha realidade, fui mãe. E é a história desse meu menino lindo, inteligente sensível que quero relatar aqui, na esperança que eu ainda tenha acesso a essas informações depois de muitos anos, porque eu queria mesmo era escrever um diário em papel, muito mais seguro, mas como não tenho feito isso e ele já nasce a dois anos e meio (!), vou tentar via eletrônico mesmo, escrevendo meia horinha por dia.
Vou escrever um diário e, quando tiver inspiração escrevo coisinhas mais antigas, que eu ainda me lembre, porque a natura, na sua infinita sabedoria, faz as mães com memória muito curta, para esquecermos o cansaço, o sono, a irritação e assim, termos vontade de colocar mais um serzinho no mundo.
Ontem foi segunda feira e eu ainda estou me recuperando de um final de semana intenso, com aniversário do meu primo (14 anos), dia das crianças, aniversário da Nina pela manhã de domingo e aniversário do Francisco de tarde. E ontem depois do trabalho fui na minha vó, onde o Thales já se encontrava lá com meu pai e meu tio que havia recém chegado de Israel. Meu irmão chegou no sábado, mas não estava lá.
Hoje é dia dos professores, e por isso não teve aula nem hj nem ontem. Por isso ele está com meu pai e a babá, de tarde provavelmente vai ficar com a tia em copacabana, bastante agitação, vamos ver no que isso vai dar, provavelmente muito mal humor vai vir por ai proveniente do cansaço e falta da rotina.

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Filme: O Renascimento do Parto

Não posso deixar de escrever algo sobre esse impressionante documentário que eu vi ontem no cinema. Fazia séculos que eu não ia no cinema, mas, documentário sobre parto e brasileiro, eu quis prestigiar e também ver para poder recomendar.
Dura 1:30h e esse foi o tempo que fiquei chorando, saí de lá e não sabia o que fazer da minha vida, fiquei na livraria fazendo hora para me recompor, foi duro ver e ouvir os comentários dos profissionais sobre a dura realidade dos partos no Brasil. Dá muita pena dos bebezinhos, estavam felizes na barriga da mamãe deles e de repente, são tirados de lá, sem aviso prévio, de forma abrupta e violenta, se vêem na luz ofuscante e no frio, choram um choro e desespero. Muito triste essas cesárias programadas. E a mãe? É mera coadjuvante, não participa, não vê, não toca no seu bebê. Mal o vê. Ele é levado sozinho, pelado, com frio, para longe dela, sua primeira impressão da vida é tão terrificante, só em escrever isso já fico com vontade de chorar de novo. E a mãe fica lá, sendo costurada, confusa da anestesia, sozinha também...
E aqui no Brasil todos acham essa situação normal, (o que fazer?), que devemos ficar feliz porque o neném nasceu com saúde. Será? Milhares de bebês nascem desnecessariamente prematuros, antes de estarem prontos, enfrentam problemas respiratórios, encubadoras, mais solidão, mais carência, mais longe do amor....
E os partos naturais, que direfença... Que lindo... A participação ativa da mãe e do pai, as conversas entre as contrações, a dor (que faz parte da vida, não podemos fugir disso e a dor emocional é pior que a física), caminhadas, e finalmente o parto, ver seu filho saindo de você e vindo direto para teus braços, olhar no olho dele, sentí-lo pela primeira vez, pele com pele, ver a beleza da natureza quando ele tenta dar a primeira mamada. A 10 segundos atras ele estava se alimentando pelo cordão, e á sabe mamar. Acalmá-lo e assegurar a ele que a vida é linda, tem seus problemas, mas ele vai conseguir superá-los porque você mãe, está ali para ampará-lo e vocês ainda são um só, não precisa ter medo.
Recomendo para todas as grávidas assistirem, na verdade isso é um apelo que faço:
Grávidas!! Aproveitem essa oportunidade e vão ver esse lindo documentário sobre os diversos tipos de partos e soluções que podem ser dadas para o Brasil que beneficie os bebês e os médicos. Veja pelo seu filho!

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Dia a dia

Ele é tão lindo, parece um querubim. Tem tamanho e rosto de neném mas já fala. Olha para mim e fala com a vozinha mais doce "eu te amo". Ele adora a reação que isso dá em mim. Abraços, beijos e um "eu também te amo". Ontem ele me falou sua conclusão: "Eu te amo é legal". Muito inteligente esse meu menininho de 2 anos e 4 meses, sedento por conhecimento.
Ontem e anteontem foi Rosh a Shaná, o ano novo judeu e eu o levei os dois dias seguidos para a sinagoga, teve atividade para criança (música desafinada e doces), mas reza estava linda, o Hazan cantava muito bem e tinha até instrumentos clássicos, gostei mesmo. Eu falei para ele que quem estava cantando e falando era um rabino, ele primeiro achou que era "rabinho" e eu faleu: "nããão é ra-bi-no ele está ali rezando, ou sei falando com Deus, o papai do céu." Ele não falou nada. Horas depois, já em casa, ele me pergunta: "Cadê o papai Deus?"

Voltando ao que eu estava falando no início, ele é tão lindo e tão adorável que, quando eu dei por conta eu estava emaranhada na sua teia de fofura e fazendo quase todas as suas vontades e me deixando ser mandada por uma autoridade de general. Aquilo que vemos as crianças fazerem com as mães ele estava querendo e conseguindo fazer comigo! Percebeu que quando ultrapassava  limite que estava ficando cada vez mais largo, era só soltar um "eu te amo" que tudo ficava bem de novo.

Ontem, de repente, entre uma ordem e outra, percebi a cilada que aquele ser pequeno, angelical e lindo estava me fazendo cair. Primeiro perdi a paciência, gritei (ganhei um Eu te amo) depois consegui me segurar, mas ele percebeu.

Hoje de manhã tive uma conversa com ele, falei que quem manda é a mamãe, que não pode gritar comigo e tem  que me obedecer. Se eu falo uma vez, tem que respeitar sem brigar. Vai dar certo, depende de mim.

Como diz a frase:  Filhos, se está achando fácil é porque não está educando.

quarta-feira, 19 de junho de 2013

Início

Quanto é o início da maternidade? Quando nos descobrimos grávidas? Quando você vê o rostinho deles pela primeira vez? Quando você sente um misto de amor e medo ao olhar para aquele serzinho tão pequeninho totalmente dependente de você?


Eu me sinto mãe desde criança, quando cuidava das minhas bonecas, me preocupava com a roupa delas, limpeza e humor, sim, eu tinha que dar atenção para elas não ficarem tristes. Ainda tenho algumas aqui em casa e me lembro do nome de todas ainda. Sinto falta do Eduardo, meu boneco preferido, todo de plástico mas com o tamanho perfeito para caber nas minhas antigas roupinhas de bebê. Mas o Eduardo foi destruído pelo meu irmão mais novo, muito triste.

Depois fui "irmãe" do meu irmão, 8 anos mais novo do que eu, trabalho duro e pouco reconhecido que exerci até ele fazer 17 anos e já estava bem grandinho.

Fui "mãe emprestada" de muitas crianças, sempre gostei de cuidar, trocar fraldas, fazer dormir, carregar no colo.

Hoje tenho meu próprio filho, sou mãe integralmente, realizei o meu grande sonho. Tudo foi perfeito, parto perfeito, o filho saudável e perfeito, mas como as imperfeições fazem parte da vida não tenho o que se podia chamar de família perfeita, pois só sou eu e ele, mas muito felizes assim.







Esses bebês...

Quando temos filho muitos conceitos mudam e acabamos por ver as outras mães de uma maneira muito direferente de antes. Vi um livro uma vez chamado: "Eu era uma ótima mãe antes de ter filhos" e essa frase é muito correta. Porque só entendemos os gritos, as olheiras, o olhar cansado e desanimado quando somos mães.
Sim, os primeiros três meses do bebê é super difícil, o primeiro mês demora quase um ano para passar, pois os dias são longos, as noites também, você descobre que o caminhão de lixo passa todas as quartas e sábado as 2 da manhã na tua rua e que quando o sol nasce reflete no prédio da frente e é tão lindo... Amamentar é um pesadelo, ou o peito está em frangalhos e dói de ver estrelas na hora ou o bebê não suga como deve ser e fica com fome chorando e chorando.
Mas quando finalmente, lá pelos 2 meses finalmente amamentar começa a ficar bom, vem as cólicas, que é o nome genérico que deram para : gases, fome, azia, frustação, e sei lá qual outro sentimento que faz com  que o bebê não consiga cair no sono profundo da noite. É algo que só ocorre a noite e faz o bebê não conseguir dormir e por isso ele chora. Você fica tão cansada que nem acredita. Eu li tudo sobre isso em livros e internet e vou falar para vocês o que funcionou para mim: balançar o bebê, simulando passos, tentar fazer com que ele volte a ter o sentimento que está de volta no útero. Manter ele apertadinho numa manta ou sling, balançar para cima e para baixo, deixar a cabecinha dele mais soltinha para balançar tbm, e fazer shshshs shshsh shshs. Isso foi milagroso!!! Ele começou a dormir a noite toda, ahh e eu o colocava de bruços o que ajudou também. E não existe bebê de 1 a 3 meses mimado!! Você pode fazer o que você quiser: ficar com ele no colo o dia inteiro, no peito o dia inteiro, se você quer e pode faça. Mas depois de três meses tem que começar a tirar essas coisas. Ahh e a rotina, sempre a rotina, por toda a infância do teu filho, uma rotina vai operar milagres.

segunda-feira, 27 de maio de 2013

Parto

Hoje ele está com dois anos, mas vou me lembrar do dia do parto como se fosse ontem pelo resto da minha vida. Momentos assim vão para um compartimento especial do nosso cérebro. Foi tudo como eu havia planejado, eu estava calma e feliz, a maternidade que eu queria, a obstetra, tudo.  A bolsa estourou de manhã e eu não tinha contração, fui na médica e estava com uma pequena dilatação causada pelo nenem que estava empurrando para baixo tipo que tentando nascer sozinho, eu estava com 39 semanas. Na maternidade nada de contração, oxitocina na veia e... voilá as contrações. Me lembraram aquelas dores de piririri mas ampliadas em... 10 vezes... nada que agachamentos, respirações e massagens não aliviassem. duas horas depois eu já estava pronta para a sala de parto natural que havia acabado de ser liberada,ele nasceu 15 minutos depois que cheguei na sala, quase não esperou pela obstetra. O pediatra teve que ser pescado em outra sala porque a minha não tinha chegado e o meu bebê tinha muita pressa para nascer, mas ele foi ótimo e tive a sorte de ser o chefe da pediatria da maternidade. Nasceu tão bem que ganhou apgar 9/10. Como não tinha pediatra na hora que ele nasceu, eles o colocaram com cordão e tudo na minha barriga, eu queria ver a carinha dele mas não deixaram para não puxar o cordão, foi perfeito porque eu havia lido que é bom deixar o bebê uns minutos com o cordão para o sistema dele se acostumar melhor com o mundo aqui fora. O pediatra chegou, papai cortou o cordão e logo colocou ele para mamar, para ativar o instinto. Quando pegaram ele para pesar, medir, eu só falava na pulseirinha, tinha pavor de trocarem meu filho, tiveram que me mostrar bem as duas pulseirinhas, como eram presas, como tirava (só cortando) e o que estava escrito. Levaram ele e me deixaram toda feliz na sala de parto, eu queria cantar e falar com todo mundo.
Demoraram meia hora para me levar de novo para o quarto, e depois de uns 20 minutos trouxeram ele todo arrumadinho, dentro de um origami de manta (nunca consegui fazer igual) para mamar. Ele era tão lindo!! Nem parecia de parto normal, eu achei que ele ia nascer com o nariz achato e sei lá, a cabeça pontuda, porque ele estava encaixado a uns 2 meses, mas não, a cabeça redondinha, o nariz meio achatadinho mas lindo. Quando foi mamar quase arrancou meu mamilo fora e eu me lembrei da sábia frase de uma amiga quando a bebê dela tinha uns 3 meses: sabe aquilo que falam que amamentar é lindo e mágico? MENTIRA! kkkk


Olha, no primeiro mês foi um horror mesmo, eu via estrelas, a hora de dar mamar era uma hora em que eu me preparava para uma dor extrema, preferia ter outro parto natural sem anestesia do que amamentar de novo. Mas pomadinhas, a bendita concha de proteção e, principalmente o youtube com vídeos mostrando como saber se a "pega" está certa que me ajudaram a passar por essa fase e aí sim, depois de um longo mês a amamentação se tornar aquele momento mágico entre mãe e filho.